30 Novembro, 2011

Nem aqui

Eu nao vim buscar, eu vim fugir, mas nem uma copia mal feita de voce existe. Nem aqui.
Caralho, isso nunca, nunca vai passar?
Todo dia quando vejo o sol no fundo daquele azul gigante pela manha, a cama desarrunada na minha frente, o cafe do casal ja tomado pronto pra eu retirar daquela cabine confortavel...a primeira frase no pensamento e sempre " Hoje acordaríamos correndo pra nao perder o café...".

18 Setembro, 2011

The person you hate most/caused you a lot of pain (A pessoa que você mais odeia/que te causou muita dor)

Eu costumava dizer que não tinha esse destinatário. Mas tenho, e logo dois.
Talvez porque me achava, como posso dizer, "nobre" demais? Acreditava na vida sem carregar mágoas.. Pffff besteira! Também achei que não escreveria essa carta por se tratar de pessoas que não são nem nunca foram íntimas, foram uns contatos externos à minha vida pessoal... mas, de qualquer forma, existiram. E toda vez que eu olhava essa lista e lia o título (uma pessoa que você odeia, te fez sofrer e etc) eu lembrava dessas duas figuras. Bom, existiram e me causaram muito sofrimento. Então a carta deve existir.
A vontade é colocar o nome inteiro aqui...hehehe Mas como são pessoas vaidosas e uma delas sempre vendendo a alma pra ter seu nome em qualquer coluninha de jornal, em qualquer aparição ínfima na mídia, vai que um dia procura seu nomezinho no google e cai aqui..heuheue Ah, se tenho medo de verem que tô falando "mal"? Tenho sim. E tenho motivos bem fortes pra isso.

F e T

Vocês estiveram em lados opostos. Se diziam diferentes um do outro. Não se suportavam. Mas eram (e são) exatamente iguais. 
As cenas, os teatros, os gritos, os acordos, os planos, os olhares, as ameaças, permanecerão na minha memória por muito e muito tempo. E olha, incomoda. A cada vez que lembro, fecho os olhos como que pra espantar a lembrança do som da voz, da situação, do medo. Mas muitas vezes me pergunto: Será que vocês se lembram disso? Será que todas as noites ao dormir vocês ficam em paz? O pior, é que tenho certeza que sim.
Mulher bonita, ativa, cheia de presença e liderança. Carismática até. Você merece uma vida mais tranquila, não acha? Eu havia prometido a mim mesma que quando tudo terminasse, eu lhe mandaria um e-mail. Um e-mail pessoal, desejando que você fosse feliz alguma vez na vida. Mas ao contrário, eu apenas desejei que EU fosse feliz e que pudesse esquecer de tudo algum dia e fui embora.
Realmente, eu não era a pessoa certa para estar lá. Seus elogios e empolgações iniciais ao meu respeito foram muito equivocados. Eu não era como você pensava. Eu não era como você. Só pelo fato de hoje ter de escrever sobre isso, já é mais uma evidência de que eu não era a pessoa certa. Não para lidar com aquele tipo de coisa que alguns chamavam de trabalho. Eu sabia que seria difícil, mas imaginava que fosse apenas trabalho, e que não chegaria a me consumir tão intimamente da forma que consumiu. É, não fui feita pra isso. E fui uma péssima escolha.
Eu só desejo, de verdade, do fundo da minha alma, que você encontre uma maneira mais leve de viver. Que encontre algo que você realmente goste de fazer. Sabe o que é gostar? Amar fazer alguma coisa? É quando você quer fazer aquilo a todo custo, e o dinheiro é apenas como forma de sobreviver e/ou realizar alguns sonhos. Sonho é diferente de ganância. Ganância é diferente de poder. Poder é diferente de ambição. Você tem tudo, mas tem sonhos?
Sei lá velho, é muito foda lembrar de tudo isso. É foda lidar com o meu fracasso sem saber onde é que eu errei, por não conseguir lidar, de maneira impessoal como deveria com tanta coisa ruim...
Mas sabe o que é? Eu caí sim. Mas caí depois que tudo acabou. Até o último momento, até o último dia, a trancos e barrancos estive lá. Muitas vezes não estava de pé, mas estava tentando. Meus sonhos já tinham ido pro buraco, meus planos também, mas permaneci até o último dia. Não insisti por mim pois eu não tinha mais nada pra esperar daquela coisa, mas insisti por uma pessoa que merecia no mínimo a minha lealdade. Uma pessoa que merece muito, mas muito mais do que tem. Porque é um cara bom, um cara abençoado e que você fez de tudo pra prejudicar até conseguir.
Tenho certeza que outras pessoas no meu lugar, inclusive aquela que você denegriu tanto para tentar me trazer ao seu lado no início, teria te dado um banho. Com certeza, ela teria "vencido" (já que pra você sempre foi uma grande competição). Eu não venci sua guerrinha idiota, mas o que você ganhou com isso? Pessoalmente, eu digo. Intimamente. O que você ganhou? Só mais algumas pessoas nesse mundo pra ter memórias ruins a seu respeito. Aliás, várias pessoas. E isso é triste. Muito triste. Conseguiu também me mostrar que não sou tão forte e competente. E lhe agradeço por isso. Ao menos hoje sei pra onde jamais eu devo voltar, ainda que tenha deixado de lado uma das coisas que mais gostava de fazer na vida. Não, você não foi a única responsável por isso, ainda não tem capacidade para tal, mas contribuiu e muito. Mas pra mim foi apenas um grande aprendizado, e talvez esse "empurrão" tenha sido crucial para eu dar essa guinada tão fantástica que dei na minha vida.
Alguém que coloca sob ameaça a vida de outra pessoa para ter seus caprichos realizados, merece piedade. Que Deus te abençoe muito. De coração.
E você rapaz, que enxugou minhas lágrimas inúmeras vezes e me garantiu que estaria ali sempre, até porque era mais experiente na questão.
Sim, sim, você estava. Mas não do nosso lado. 
Sabe, não é por mim minha indignação não. É pelo seu "irmão". Eu já tinha sucumbido faz tempo, como bem descrevi mais acima.
Mas estou fazendo tudo aquilo que eu disse a você, naquelas nossas conversas que pareciam tão francas. Eu dizia que quando tudo acabasse, já que o que eu mais gostava de fazer tinha perdido o encanto, então que eu seguiria fazendo outras coisas que me encantam, coisas que não dependem de pessoas como você e de teatros como os seus. Pois bem, estou fazendo. 
Aliás, nunca houve motivos para tanto "cri cri", né meu "camarada".?! Você sabia que pra mim tudo aquilo foi péssimo, traumático.Que estava acabando com minha saúde física, emocional, espiritual..rs Sabia que eu jamais voltaria, e de fato não voltei. Sumi do mapa. Tá vendo? Se estressou a toa. Deu pitizinho de "ciúme" a toa. Bom, na verdade era medo, mas enfim...
Não tenho nem metade da "competência" que você tem. Mas eu rezo muito, de verdade, (não por você não, porque você sabe rezar muito bem).., mas pelas pessoas que "precisam" de você. 
Quero que vocês consigam muito, mas MUITO dinheiro. Pra não precisarem viver nessa vida medíocre, prejudicando pessoas (e muitas pessoas) só para ganhá-lo. 
Desejo paz e amor. Se é que sabem o que é isso.


16 Setembro, 2011

Someone you wish could forgive you (Alguém que você gostaria que pudesse perdoá-lo) #30DLP


Depois de pouco mais de um mês que eu conheci esse projeto (30DLP) foi que eu resolvi realizá-lo. Aceitei o "desafio" não por querer vencê-lo, tampouco para atingir a meta de 30 cartas (que, diga-se de passagem, nunca pretendi alcançá-la). Tal "façanha" não seria tão difícil de se cumprir se eu quisesse apenas concluir um desafio que me foi apresentado. Bastaria escrever de qualquer maneira, à qualquer um.
Mas não foi isso que enxerguei na "brincadeira" do 30DLP. Encarei o projeto como um exercício, uma maneira de entender melhor não sobre os fatos do passado, destinatários distantes ou outra coisa qualquer. Mas sim uma maneira de entender melhor a mim mesma. 
A cada destinatário que eu jogo na tela do computador como título de um próximo texto, eu faço uma viagem para dentro da minha própria vida, e o resultado dessas viagens diz muito mais a meu respeito do que sobre os próprios destinatários. Se eu fosse escrever as cartas com o intuito de mandá-las, ou querendo realmente dizer algo para as pessoas à quem "escrevi", certamente o conteúdo delas seriam muito diferentes (e temo que menos sinceros). Por isso que encaro muito mais como um exercício de auto conhecimento do que como uma simples carta.
Claro que, mesmo não tendo mandado uma carta sequer, algumas chegaram. A última me trouxe uma aproximação, uma outra emocionou , outra trouxe pedidos de desculpas e etc, etc,etc. 
Obviamente que o desconforto é imenso ao receber uma mensagem, um e-mail ou até mesmo um telefonema avisando que a carta foi lida, com respostas ainda mais instigantes do que minhas "viagens"... Mas eu pensava: Como? Pois bem, muitas vezes me esqueço que esse espaço é um espaço "público" e que não são só meus colegas que chegam aqui por meio do google por causa do Mamagaio, que frequentam esse espaço... mas também não posso me esquecer de que esse "desconforto" também faz parte de um outro exercício similar designado à mim ( e diga-se de passagem, não preciso mais pagar por ele..hahahaha) mas isso é outra história.
Pois bem, muitas cartas eu neguei imediatamente. "Essa não vou escrever". Ora, tanto tempo de dedicação para romper barreiras, pra justo agora ir pelo mais fácil?
Muitas cartas BEM difíceis eu já escrevi. (Mas o desconforto de "publicar" eu deixo pra depois...hehehe) Outras não consegui terminar, (é duro viajar pra dentro de si mesmo), mas esta, esta de hoje, eu nunca sequer comecei, apesar de ser a que eu sempre ensaiei em escrever antes de qualquer outra. Esta também conta com a certeza de que não existe possibilidades de chegar ao destinatário, portanto o desconforto do "risco" eu não tenho. Mas não ameniza nada... Escrever essa carta é como, de maneira indireta, me olhar no espelho, passar um batom e sair pra vida... apesar do cabelo não estar como quero, a roupa um pouco desajustada e outras imperfeições que todos, diariamente, têm de lidar para seguir adiante.
Essa vontade de escrevê-la hoje veio depois de uma conversa de ontem. (sim, os últimos posts não foram agendados com quase 1 mês de diferença, nem esse....eeeehhhh!!!)
"O passado ainda dói, mas aprendemos com ele"

______________________________ \o/ _________________________________________________

C.K

Você é daquele tipo de pessoa que muda, evolui, se renova, mas mantém a alma intacta. E invejo essa sua capacidade. Apesar de compreender e de tentar sempre ser melhor, certas posturas diante da vida são muito difíceis de assumir quando não se têm plena certeza do caminho que se quer seguir. E eu, como você bem sabe, por um bom tempo não soube bem pra onde ir. Engraçado que em tão pouco tempo, nos conhecemos o suficiente para guardar lições bem marcantes.
Hoje vejo que, com algumas poucas palavras, por mais doloridas que poderiam ter sido dizê-las a você, me poupariam de uma escuridão e indecisão sem fim. Poderia até contar com sua ajuda, se eu tivesse permitido. Mas as dores que causei à mim, não foram nem de longe mais difíceis de suportar do que as que causei a você. As minhas dificuldades passaram. Já as suas, pra mim, ainda permanecem, por mais que hoje você nem se lembre delas ( e espero sinceramente que não se lembre ).
Mais do que esperar que um dia me perdoe, ou de me limitar à lhe dizer algumas coisas que você nunca soube, antes e mais do que qualquer coisa dessas, eu preciso te agradecer. Foi por sua causa e por conta da sua postura que eu pude aprender a enxergar o que, de fato, eu procurava. Foi refletindo, bem depois, sobre tudo o que aconteceu que eu entendi onde é que estava a minha inquietação. E a forma com que você lidou com isso me ensinou, ainda que de maneira muito dura, que eu não devo jamais deixar de acreditar nas pessoas e de considerá-las como parte da minha história. Você agiu com uma serenidade que eu nunca tinha visto, acho até que ninguém nunca foi tão maduro, sereno e equilibrado comigo numa situação como essa. E isso foi como um tapa na cara. Demonstrou um respeito que, pessoas que passaram quase uma vida ao meu lado, não demonstraram quando foram embora. Fatos que me endureceram e me levaram a acreditar que nada nunca mais valeria a pena, e a não me importar mais com tais detalhes. Mas suas atitudes me ensinaram que se houve respeito, ele não some de uma hora pra outra, e que eu não preciso aceitar isso de quem quer que seja. E com isso eu pude me reerguer, me valorizar, e não mais me culpar por coisas que eu não devia, com relação a fatos bem mais antigos do que esse. Pois é,o tanto que você me ensinou através dos meus próprios erros. Logo você, que dizia estar absolutamente perdida desde o início...
Eu sei dos meus erros, carrego cada um deles bem próximo de mim para jamais tornar a cometê-los. E acredite, eu aprendi bem rápido. Tão mais rápido do que você possa imaginar. E me dei, com todo o direito, uma segunda chance. E não me decepcionei. Talvez seria bom você saber disso.
Saiba que um dia, não muito distante, algumas coisas farão sentido pra você. É um dever e um direito meu e seu. Por mais que algumas pessoas quiseram ajudar, com todas as boas intensões possíveis, houve equívocos terríveis e que não sossegarão em mim ( e em outras pessoas que indiretamente também se juntam a mim pra lhe pedir perdão) enquanto cada fato não for colocado devidamente em seu lugar.
Uma situação pela qual eu, você, nem os outros nunca tinham passado, creio que ao menos nos trouxe um pouco de lucidez para os outros desafios que viriam pela frente, apesar de ter feito eu me perder completamente ao responder na prática a questão "O que fazer?".  Eu me perdi, cometi erros terríveis mas aprendi com cada um deles.
Mas todos esses "desencontros" nós teremos a oportunidade de resolver, colocar cada coisa no seu lugar, quando eu for cumprir a minha promessa de ir até aí. Não me arrependo de não ter ido naquele momento, quando você tanto me pedia. No calor dos acontecimentos, a tendência era eu continuar agindo como estava... Dificilmente eu faria diferente. Não estava pronta nem madura para tal. Os erros seriam os mesmos, as palavras as mesmas. Convenhamos, não dava pra mudar.
Por vários fatores isso não vai acontecer tão logo, não só pela distância geográfica mas por poucos meses terem se passado. É preciso mais tempo. Pra todos nós.
E enquanto o tempo passa, eu busco no seu exemplo e nas memórias que você me deixou, uma maneira de me superar, cada vez mais e mais.
Acredito que cada pessoa tem um significado na vida da outra. Que ninguém se cruza por acaso. E pra mim, na minha vida e na minha história, você tem um peso enorme. Enorme. Gigante. E pra definir melhor: Um significado crucial para a continuação dela.
Que toda a dor tenha se dissipado e dado espaço àquela velha artista das palavras sensíveis que conhecemos. A dor aqui já se dissipou, se foi junto com a mágoa e os desentendimentos.
Ah, e suas músicas continuam dignas de uma banda decente. Já a encontrou? Nunca entendi tal dificuldade...
Um beijo no coração.




15 Setembro, 2011

A conversa de hoje...

... Terminou nesse vídeo.

11 Setembro, 2011

_

Tem gente que finge que mudou de casa pintando as paredes, outros fingem que se tornaram mais interessantes trocando os livros da prateleira. Tem gente que finge que é mais cool porque agora está ouvindo jazz, outros fingem que são mais queridos trocando os poucos amigos por inúmeras pessoas sem nome, sem toque, sem alma. 
Tem até quem finge ser outra pessoa porque mudou a cor do cabelo, o estilo da roupa e o caminho pra casa.
Todo mundo finge que é melhor agora do que antes, como se qualquer resquício do passado refletisse a imagem de um fracasso permanente. Acham que é melhor cortar de vez. Cortar o cabelo, o comprimento da saia e um pedaço da alma. E serão sempre metades. Metades de metades. Pedaços renovados andando por aí.
São poucos os que sabem dividir o espaço entre o novo e o velho. Que caminham com passos lentos e cuidadosos à superação de uma dor, e não para superar o outro. Não abrem janelas para mostrar ao mundo sua nova vida, suas novas cores e suas novas formas. Elas se criam aos poucos, com verdades e respeito. 
E quando questionados se não deveriam se renovar, eles respondem: Eu mudei, mas a minha alma está intacta!

Tere Bin Laden (Sem você, Bin Laden)


Lançamento: 2010
Gênero: Comédia
Diretor: Abhishek Sharma
Índia

Sinopse
Uma comédia com um falso Osama Bin Laden como protagonista entrou em cartaz em julho de 2010 na Índia, apesar de a produtora do longa metragem ter sido ameaçada através de uma carta anônima.
O filme foi proibido no Paquistão, onde a história acontece. O comitê de censura paquistanês decidiu vetar a estreia por temor de ataques terroristas.
Tere Bin Laden ( Sem você, Bin Laden ), protagonizado por Alí Zafar, um famoso cantor paquistanês, trata de um jornalista que tenta vender uma entrevista exclusiva com o falso Bin Laden para poder viver nos EUA, após várias tentativas fracassadas de conseguir um visto. A história se complica quando a Casa Branca envia um agente secreto para seguir os seus passos.


Adivinha o que vou começar falando a respeito do filme? Que é mais um dos meus preferidos..hehehe pra não perder o costume.
Não vou fazer uma análise do filme aqui, neste momento. Primeiro porque minhas pesquisas sobre o cinema indiano estão ainda muito cruas, e vou levar quase uma vida pra poder falar a respeito da forma Bollywoodiana de se fazer cinema. Além do que, não tive uma base sequer sobre este segmento nos modestos cursos de cinema que fiz, e tudo o que pesquiso, leio e assisto provém de fontes muito variadas onde diversas informações se desencontram.
Também, para se fazer uma análise sobre o filme, (uma que eu gostaria) é necessário uma extensa pesquisa que envolve política, cultura, história e uma série de fatores muito peculiares em relação à temática, roteiro e ao próprio diretor. Não posso me referir à Tere Bin Laden de maneira simplória como se fosse um simples filme de comédia, apesar de ser um. E olha, comédia das boas. Ou melhor, das muito boas.
O último filme de comédia que assisti e que me surpreendeu foi "Se beber não case". Já virou quase um clichê da comédia contemporânea, mas não dá pra negar, é muito bom e me fez rir muito. Mas Tere Bin Laden é... Tere Bin Laden!!!
Peculiar, irreverente, cômico, crítico, sensível e muito, mas muito inteligente. Características que eu atribuo à maioria dos filmes indianos que assisto.
A cena de abertura é uma história à parte. Uma ironia tão grande, e uma sátira tão inteligente e bem feita que, se você não gosta desse tipo de filme, sugiro que assista ao menos até o final da abertura: as cenas no avião, a faca e etc etc etc... Essas cenas reúnem todos aqueles elementos que me fizeram cair de amores pelo cinema indiano, além de apresentar a visão do filme a respeito do assunto abordado, e fazer uma piada bem feita sobre o "sonho americano" e a mania de perseguição que tomou conta do mundo após o 11 de setembro.
Afinal, hoje (o dia para o qual vou agendar esta postagem automaticamente hehehe) é 11 de setembro. Já é de se imaginar que no dia o assunto será o mesmo, na televisão, jornais, rádios, piadinhas nas redes sociais e trend topics do twitter estarão focados no 11 de setembro de 2001. Então pra não ficar de fora, vou deixar essa postagem pra esse dia..hehehe
Voltando ao filme... 
Tere Bin Laden se passa no Paquistão (onde o filme foi proibido, por razões óbvias). Um jornalista paquistanês sonha em viver nos EUA mas não consegue, nem nunca conseguirá, um visto para as terras do Tio Sam, também por razões óbvias. A sátira que envolve esse primeiro tema é bem política e muito direta, porém sem apresentar elementos "panfletários", sendo tratada de forma suave e engraçada. 
Até que o jornalista encontra um criador de galinhas maluco que se parece fisicamente com Bin Laden, e tem a brilhante idéia de forjar uma entrevista com a figura, a fim de ganhar muito dinheiro e uma passagem para os Estados Unidos. Essa história vai causar uma confusão danada e é em torno dessas aventuras que a trama se desenvolve.
O filme explora e satiriza, de maneira genial e sem apelos ideológicos, muitos elementos que rodeiam o assunto Terrorismo x Estados Unidos. Todos os lados da questão são alvos de piadas, inclusive um personagem comunista, fã do Che Guevara, averso ao capitalismo e inimigo declarado dos Estados Unidos é apresentado de maneira cômica. 
Destaco, como uma das melhores, a cena em que o jornalista tenta convencer o personagem comunista a ajudá-lo no plano do falso Bin Laden. Os argumentos que ele usa para convencê-lo não só desbanca o personagem comunista no filme, mas faz com que alguns dos mais fanáticos anti-capitalistas que conheço achem graça de si mesmos. Apesar de ser uma comédia e de tudo ser retratado de maneira bem suave, alguns recados, ainda que sutis, são bem dados.
Em Tere Bin Laden estão presentes também aquelas cenas de musicais que eu gosto tanto nos filmes de Bollywood. Não em grande quantidade, mas dá pra matar um pouquinho a vontade delas. As letras perfeitamente ajustadas à trama, a cultura indiana retratada no ritmo e claro, o toque cômico que elas têm são deliciosas de assistir.
Resumindo, Tere Bin Laden é uma delícia de filme.

----------------------------- \o/----------------------------------------------------------------------------

Quem me conhece sabe da minha fascinação pelo cinema indiano, e em como sofro buscando informações, filmes, legendas, livros e etc. E a cada filme que consigo assistir tenho cada vez mais e mais vontade de fazer meu curso lá, em Bombain. Um sonho. 
Sei lá né, quem sabe. Preciso aprender hindi. A sorte é que no navio terá zilhões de indianos trabalhando comigo... e a única coisa que penso quando lembro disso é em atormentá-los e conseguir fazer amizade com algum que me leve para lá depois. Sei lá, oferecer a sua casa pra estadia...hehehehe
Viaja Nathalia, viaja....
Bom, é complicado pra mim falar sobre Tere Bin Laden ou qualquer outro filme de Bollywood, porque não consigo separar a minha paixão exagerada de um simples comentário com a minha opinião. E então o "papo" fica chato e repetitivo. Preciso aprender a canalizar essas energias, pois tudo no filme me encanta.
Assistam e tirem suas próprias conclusões. É o que posso dizer.

चीयर्स! Sukha!

08 Setembro, 2011

Déficit

Você importa, se importa, paga caro, usa todos os seus recursos mais íntimos para cuidar de tudo o que lhe foi confiado e, de repente, se vê na mais profunda dívida interna, não tendo de onde tirar forças para cicatrizar suas feridas porque gastou tudo o que tinha para medicar dores alheias.
O crash da sua bolsa sentimental.
Passou tardes e tardes abrindo caixas de corações frágeis, madrugadas sem fim procurando saídas para labirintos que não eram seus e agora... agora o mercado está fechado pra você! Está devendo pra si mesmo, e não encontra um território sequer que importe uma só de suas dores. Nem mesmo alegrias estão recebendo. Que dirá algumas das suas dúvidas mais simples.
O jeito é encaixotar tudo e vender seus sentimentos a preço de banana. Aliás, desde o início valia mais a pena comprar bananas do que problemas alheios. 
É nessa etapa da vida que se aprende economia. É quando também se aprende a gerenciar melhor o mercado de ações. Passa a evitar qualquer risco de especulação, risca da sua lista quem só exporta e não (se) importa, e o principal: Guarda recursos. Reserva coisas que só você poderia fazer por si mesmo.
Em alguns momentos, é doloroso quebrar antigas parcerias comerciais, mas que já não eram tão parceiras assim. E percebe também a facilidade com que eles se vão. Acredite, eles simplesmente se vão. Na pior das hipóteses, vão mendigar um território aberto, loucos para despejar suas carências em troca de alguns agradecimentos.
Obrigada por me ouvir. Aqui está seu troco, amigo.

02 Setembro, 2011

Eu precisava colocar esse texto aqui, pra nunca esquecer dele.


Por Sogyal Rinpoche – Livro tibetano do viver e morrer.
Imagine uma pessoa que subitamente acorda num hospital depois de sofrer um acidente de carro na estrada, e percebe que está com amnésia total. Por fora, tudo está intacto: ela tem o mesmo rosto, a mesma forma, os sentidos e a mente estão lá, mas não tem a menor idéia ou o menor vestígio de memória de quem é.
Exatamente do mesmo modo, não conseguimos nos lembrar da nossa verdadeira identidade, nossa natureza original. Freneticamente e na realidade apavorados, procuramos e improvisamos outra identidade, uma em que possamos nos agarrar com todo o desespero de alguém que vai cair num abismo. Essa identidade falsa e assumida em ignorância é o ego.
Desse modo, o ego é a ausência do conhecimento verdadeiro de quem somos, juntamente com o seu resultado: um malfadado apego, mantido a não importa que preço, a uma imagem remendada e improvisada de nós mesmos, um eu inevitavelmente charlatanesco e camaleônico que está sempre mudando e que precisa mudar para manter viva a ficção da sua existência. Em tibetano, o ego é chamado dak dzín, que quer dizer agarrado a um eu . O ego é assim definido como um movimento incessante de agarrar-se em uma noção ilusória de eu e meu , desse mesmo e do outro, e em todos os conceitos, idéias, desejos e atividades que sustentam essa falsa construção.
Esse agarrar-se é fútil desde o início e condenado à frustração. Uma vez que não tem nenhuma base ou verdade, e aquilo a que nos agarramos é, por sua própria natureza, impossível de reter. O fato de que precisamos nos agarrar a continuar agarrados a alguma coisa mostra que nas profundezas de nosso ser sabemos que o eu não existe inerentemente. Desse conhecimento secreto
e assustador nascem todas as nossas inseguranças fundamentais e o nosso medo. [...]
E ainda que possamos ver além das mentiras do ego, estamos assustados demais para abandoná-lo; porque sem um verdadeiro conhecimento da natureza da nossa mente, ou real identidade, simplesmente não temos outra alternativa.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Eu ainda tô pensando em como seria perder a memória, e que tipo de pessoa seria eu depois?
Muito louco...

28 Agosto, 2011

_ Da efêmera vontade de permanecer

Vai e vêm filha da puta...

21 Agosto, 2011

Someone you’ve drifted away from (Alguém de quem você se afastou) #30DLP

C.

Eu poderia ter colocado esta carta lá no número 22 (alguém que você deseja dar uma segunda chance), mas acho que essa nossa questão não está relacionada ao número de chances. Nunca existiu isso entre a gente.  Nunca pensamos dessa forma... quem sabe se eu tivesse algum dia de fato lhe dado uma chance, e você dado uma chance a mim... Talvez não impedisse de nos afastarmos, mas ao menos eu saberia em que posição colocar  essa carta.
Pensei então em colocar no número 13 (alguém que eu gostaria que me perdoasse), mas o meu orgulho não me permitiu (not) e nós sabemos que também não cabe essa coisa de "perdão" entre a gente. Não é pra tanto. Não há o que perdoar também.
O que acontece é muito mais simples. Nos afastamos. E o que é mais autêntico nisso tudo é que foi um afastamento declarado de ambas as partes. Decidimos pelo afastamento no mesmo instante, mas cada qual com seu motivo. Obviamente que os motivos eram mais interligados entre si do que gostaríamos que fosse, e que nós éramos mais ligadas do que gostaríamos que fôssemos também (ou mais do que deveríamos ter permitido).
Permissão. Essa é a palavra que nos rodeou em todos os momentos. Aqui, ninguém se permitiu. Ninguém se permitiu falar, ninguém se permitiu querer, ninguém se permitiu sentir. E falo com muita segurança sobre mim e sobre você a respeito disso. Ora, nós falávamos abertamente sobre isso. Falávamos sobre essa tal de permissão que não tínhamos, e numa tentativa frustrada de não querer permitir demais, deu no que deu.
Bom, você dizia que era quem mais abria e eu a que mais fechava. E eu dizia o mesmo sobre você.
Não é de se estranhar que um embate desse acontecesse.
Mas discutir mais uma vez sobre quem abre e quem fecha não vai trazer benefícios nenhum a ninguém e essa discussão será eterna. (Seria se não tivéssemos nos decidido a não termos mais contato) - Aqui é o momento em que você fala que fui eu quem decidiu isso - Mas estou aqui falando sozinha então será menos produtivo ainda.
Eu poderia então aproveitar esse momento para falar tudo o que eu deveria ter te falado há quase 2 meses atrás quando conversamos pela última vez. Mas não. Como dissemos da última vez que conversamos, ambas tinham muita coisa pra falar uma pra outra, mas como você decidiu queimar sua passagem num momento de fúria... enfim, quem sabe teremos outra chance. (óh, qnd o navio vier pra costa da am. do sul, tem um porto aí nessa cidade.. fikdik)
Mas você me mandou um sms esses dias e só por orgulho lhe respondi 2 dias depois. Tenho certeza que só por orgulho esse seu sms não chegou antes, então estamos quites. 
Tá, não estamos quites. Mas é que com você não tem como ser diferente, mas eu poderia tentar.
Ah velho, você faz muita falta. Acontece que somos tão iguais, mas tão iguais que o que esperamos uma da outra são as mesmas coisas, logo, elas não acontecem.
E você sabe, mais do que ninguém, que eu já há muito tempo desisti de esperar o que quer que seja de qualquer pessoa... Mas você me surpreendeu, né?!
Não sei se você voltou a dormir antes da meia noite ou se ainda existem motivos que te mantém acordada, mas eu não esqueço disso não. E espero que continue indo dormir tarde e que tenha encontrado uma maneira  mais leve de viver a vida. Seu stress andava altíssimo.
E hoje, depois de tudo, do lado de cá sobraram algumas risadas sobre essa situação boba, uns momentos de carência daquela amiga de poucas palavras e muita saudade dos motivos que nos mantinham ligadas uma na outra.
Tá, chega de melação... me liga logo porra, tenho uma par de coisa pra te contar e logo eu vou embora. Prometo que te adiciono de novo no facebook... :p
(E prometo que vou te mandar essa carta. Ainnn saco, viu!)

Gosto demais de você,carrancuda. Ainda, né!!

10 Agosto, 2011

Aos 38, vai fazer diferença? (Submarine - Richard Ayoade) Part. 2

É uma questão pequena, apresentada no filme do qual falei sobre no post anterior. Pequena mas significativa.
Em uma conversa com a mãe, o garoto do filme de apenas 15 anos pede pra que ela fale sobre suas experiências dolorosas do passado, onde ele tenta encontrar uma explicação qualquer para suas desilusões atuais. E a mãe diz: "Aos 38, você nem se lembrará disso. Não fará diferença".
Mas quando o mundo dele vem a baixo, numa crise de choro tremenda, ele invade o quarto dos pais e grita: "Isso vai fazer diferença quando eu tiver 38". 
Pra mim foi a melhor cena do filme. O propósito todo está ali, escancarado no choro do moleque. É impossível não rir e chorar ao mesmo tempo. 
E então foi uma coisa que me ocupou a cabeça por muitos dias. Vai fazer diferença? 
É claro que vai. 
Ok, aí entramos naquele papinho clichê de que nossas vidas são feitas de construções e desconstruções, e que obviamente todas as desilusões nos tornaram pessoas mais fortes, maduras e etc, etc, etc.
Mas o que nessa vida não é clichê, né?! Duvido que você tenha algum episódio marcante que não tenha uma "moral da história" clichê. Duvido.
Então vou falar dos meus clichês, dá licença.
(aliás, o que as pessoas tem contra clichês? Sei lá, parei pra pensar nisso agora. O que tem de mal no clichê? É uma definição de lugar comum, coisas muito usadas... mais ou menos isso, né?! Significa que todo clichê é verdadeiro... Mas eu estou divagando. Lembrei daquela música que adoro do Maglore "(...) não quero que você carregue nem um peso pelo medo de gostar, as vezes de um clichê" Quem não têm problemas com clichê são pessoas sensíveis e verdadeiras e ganham meu coração. Ownnn)
Obviamente que as desilusões que eu tive aos 15, 18 ou até mesmo aos 20 não me fazem sofrer ou chorar.  Assim, de maneira tão exata, realmente não fazem diferença. Talvez porque eu ainda não cheguei aos 38? 
Mas fazem diferença no sentido mais prático que uma desilusão possa fazer na vida de alguém. Eu, você e todo mundo mudou algo por causa delas.
Veja bem, quando aconteceu aos 15, parecia que o mundo ia acabar. Mas confesse, se acontecer hoje de novo, mesmo que em outro contexto, o mundo VAI acabar. E não queremos isso. Por isso mudamos tanto ao longo das desilusões da vida. Simples.
Por isso vamos nos tornando mais frios? Você se considera uma pessoas mais fria que há 5 anos atrás? Eu me considero. Extremamente fria. Inclusive preciso buscar ajuda pra isso... hahaha. 
Dá pra medir o grau de frieza pelo número de decepções?
Ok, hoje não choramos nem sofremos pela desilusão que tivemos aos 15 anos, mas quando lembro que aquele sem vergonha daquele moleque que namorava comigo quando eu tinha 13 anos, falou mal de mim pra escola inteira porque queria desvincular minha imagem da dele pra conquistar a Raquel da sétima B, no ano seguinte que mudei da escola... Eu me lembro de não confiar 100% nas pessoas. Fala a verdade, é assim que vai acontecendo. Confessa ou sai dessa página.
E aí que a porcentagem foi diminuindo... Uma decepção aqui, uma amiga interesseira ali. Aí aos 17 a primeira traição ao vivo e em cores. 
Mais tarde, depois de muitas histórias, com a porcentagem mais reduzida, sem tantas marcas ou decepções mais fortes do que as da "infância" (porque aqui você já aprendeu a fazer conta de menos em porcentagens relacionadas a relações humanas), vêm aquela decepção. A segunda traição. A primeira de gente grande. Mereceria até uma comemoração pelo rito de passagem ao mundo adulto, com bolo, velhinhas, bexigas e claro: Cerveja. Aqui já pode. E essa com certeza vai fazer a diferença aos 38. Bem, eu tinha 22. Até os 38 são 16 anos. Se for seguir a lógica dos acontecimentos, aos 38 serei a pessoa mais carrancuda e mal amada da face da Terra. A porcentagem vai beirar os - 50%.
Não, não. O ser humano tem modos bem interessantes de lidar com isso. Basta olhar no espelho e ver em quem você se transformou depois das suas decepções. Em quem você se transformou depois da primeira aos 13, depois daquela aos 15, daquela outra aos 18 e por aí vai. 
Terrível né? Com certeza agora você faz parte do índice dos que reduziram a porcentagem de alguém. Está ali na listinha negra de alguém que conta suas decepções. Magoou alguém há alguns anos, mesmo sem querer, mesmo sem saber disso. Aos 15 ou aos 30. Mas de uns anos pra cá, o número de decepções que você causou em comparação com o número das que você sofreu aumentou ou diminuiu?
Então, por que a historinha que contei de quando tinha 13 anos é "engraçadinha" e a dos 22 é dramática? 
Porque passamos a subestimar nossos próprios sentimentos, quanto mais velho ficamos? 
Subestimamos nossas histórias quase que automaticamente conforme o tempo for passando. Aos 38 anos, o drama dos 22 vai passar de triste pra engraçado? Ou vou me lembrar dele como um mero aprendizado que me fez crescer? (aquele velho clichê que falei lá em cima.)
Complexo isso. 
Aí com certeza alguns bobinhos virão me falar da palavra superação. Que se penso dessa forma é porque não superei minhas decepções, e as que causei nada mais são do que uma tentativa frustrada de jogar no mundo e em outras pessoas o rancor que carrego pelas desilusões que sofri.
Se você chegou a pensar nessa palavrinha, te dou uma lição de casa.
1 - procure no dicionário o significado da palavra superação
2 - tente aplicá-la na sua vida.
Pronto, você vai perceber que você superou praticamente todas as dificuldades da sua vida mas que nem por isso elas deixam de ter o poder de te fazer quem é hoje.
Engraçado por que a única que perdoei foi aquela da passagem pro mundo adulto. Aliás, foi a última que tive. Não sei se felizmente ou infelizmente. Há situações e situações.
Pelas que cometi, nunca fui perdoada. Nenhuma delas.
Isso também conta como desilusão?
Mas essa dinâmica das desilusões e do jogo matemático das porcentagens não podem e nunca vão definir o que, de fato, vai fazer diferença quando você tiver 38 anos. Ou 50 anos. Ou 70. Não vão definir o que vai te fazer chorar ou que vai te fazer dar risada. O que vai fazer diferença lá, é o quanto você persistiu em continuar acreditando, e quem continuará ao seu lado mesmo depois daquela besteira que você fez há 30 anos atrás. Se você acredita que existirá esse alguém: você acredita em você, na sua história e nos meus clichês. :-)

Your dreams (seus sonhos) #30DLP

Eles são muitos e confundem minha cabeça. 
O que me irrita as vezes é que não se fixam. Vivem se multiplicando ou se escondendo pra aparecer depois. Mas tudo bem, a culpa é minha. Afinal, os sonhos são meus.
By the way, são os sonhos mais simples que alguém poderia ter. Simples significa muito. Descrever um sonho como simples parece fácil, mas na hora de conquistá-lo é uma guerra.
E eu acho que Deus inventou os sonhos e essas guerras só pra nos manter de pé. Se não fossem meus sonhos, faria o que? Viveria o que? Comeria o que? Pode ser que Deus seja isso. Uma força disfarçada de sonho. Que está ali, todos os dias, te lembrando porque é que você ainda acorda pela manhã.
Talvez por isso muitas pessoas reclamam da vida. Sei lá, depende do sonho que se tem. Mas sonho é sonho e cada um que cuide do seu. Eu só acho que os meus são os mais legais. Se eu não pensasse assim eu não teria os sonhos que tenho.
Claro que já corri contra o tempo pra realizar alguns sonhos, já achei que era tarde demais e me lamentei pelo tempo que perdi. Mas uma coisa é ter um sonho, outra coisa é ter pressa, e outra coisa ainda é achar que os sonhos têm data de validade. Ora, já passei grande parte da minha vida buscando sonhos que não eram meus. Trilhando caminhos pra chegar onde eu não queria. E pior, tinha medo de não chegar a lugar algum. Tinha medo de não acompanhar, de não conseguir, de fracassar. Até perceber que estava invadindo o caminho alheio, ter de dar uma viradinha e começar de novo.
E que sensação gostosa a de começar a caminhar de novo depois de saber como é que se anda. Até porque, eu já tive seis pernas me arrastando pra chegar a algum lugar. Hoje tenho só duas, não tropeço mais e sei muito bem a direção. Não tenho medo de não chegar, porque está logo ali.
Logo ali.

07 Agosto, 2011

Prolixidade

Sabe quando acaba a tinta da caneta, todas as linhas preenchidas e não resta nenhum papel? Então, isso acontece comigo as vezes. Aliás, acho que acontece com todas as pessoas da face da terra.
Você têm tanto a dizer, tanta coisa pra mostrar, mas a introdução é tão longa que toma o livro inteiro. O que não é nenhum defeito. Se me proponho a falar de algo, quero falar tudo. Oras.
Mas o que acontece algumas vezes, não é o fim do espaço físico onde são registradas as ideias, é o fim do espaço mental. É tanta coisa, tantos detalhes, tantos sentimentos juntos que você precisa parar, sentir um pouco aquilo, reduzir o superficial e por fim, falar apenas o que interessa.
Mas isso é tão difícil. E as coisas ficam assim, meio que inacabadas. Quando você para pra respirar, alguns detalhes se perderam. Por outro lado, voltam mais encorpados e contextualizados depois de um tempinho.
Complexo isso.. complexo.

Aos 38, vai fazer diferença? (Submarine - Richard Ayoade)

Submarine
Dir: Richard Ayoade
97 min
Ano: 2011
Inglaterra


Esse é o meu mais novo filme preferido. Mas não, não são todos os filmes que eu assisto que se tornam meus favoritos. Só os que eu assisto e gosto. E esse eu gostei. Muito. 
Existe uma diferença entre escrever sobre Submarine e escrever sob efeito de. E hoje vou seguir apenas a segunda opção. 

Sinopse

Ao invés de colocar a sinopse do filme, achei que faria mais sentido colocar o material enviado pelo  diretor à imprensa, para divulgação do mesmo para o Festival de Berlim. Quem assina a "carta" é Oliver Tate, o personagem do filme. 

Há muito tempo que espero pelo filme da minha vida. Meu nome é Oliver Tate. Este filme irá capturar minhas idiossincrasias particulares, como por exemplo, a maneira como conquistei minha colega de classe, Jordana Bevan, somente usando o poder da minha mente. Além disso, desde que o casamento dos meus pais tem sido ameaçado por um homem que leciona cursos de 'bem-estar físico e mental', o filme provavelmente irá mostrar alguns trechos em que eu o derroto. Haverá filmagens com helicóptero e cenas em câmera lenta, mas também haverá momentos transcedentais, como quando eu curo a depressão dos meus pais. Conhecendo-me como eu conheço, ficarei surpreso se o filme se concluir em menos de três horas. Alguns adjetivos que a imprensa usou para definir o filme são 'irresistível', 'de tirar o fôlego', assim como a frase 'uma façanha monumental'.
=]

Visto que Oliver é um garoto de 15 anos, a carta não poderia ser diferente. Obviamente que ao término do filme você perceberá que nada correu como descrito nela. No entanto, ela fará mais sentido. 
Aliás, todas as desilusões que você teve aos 15 anos fará mais sentido, ao invés de ocupar um espaço na sua memória apenas recheado de risos e frases do tipo: "parecia que era o fim do mundo. como eu era bobo". Mas era o fim do mundo, você que se esqueceu disso.

Esse é o espírito do filme. Carregado de nostalgia e de uma melancolia até que divertida (genialmente apresentada sem subestimar os sentimentos de um garoto de 15 anos) Submarine consegue arrancar boas risadas, sem parecer pretensioso a isso. 
É impossível assistir ao filme sem se lembrar a todo instante do início de sua adolescência, sem sofrer junto com Oliver e sem dar chiliques de fofura nas atitudes e pensamentos inocentes do garoto. E claro, impossível sair dele também sem se sentir um pouco mais velho. 
Outro fator marcante do filme é a trilha sonora. Alex Turner, do Artic Monkeys, gravou todas as 6 músicas presentes na trilha. Até porque, Richard Ayoade foi um dos produtores dos clipes de sua banda. Depois de tanto ouvir o novo álbum do Artic Monkeys lançado este ano, onde inclusive conta com uma faixa da trilha do filme e eu ainda nem sabia da existência do mesmo, dei espaço agora pra rodar apenas Alex Turner de Submarine na minha playlist. As seis músicas repetidamente até o "efeito" passar.

   
                Piledriver Waltz - Alex Turner


05 Agosto, 2011

Letras Pequeñas - Jaime Puerta

Curta Metragem
Título Original: Letras Pequeñas
Título Traduzido: Small Letters
Áudio original: Espanhol. Legendas: Inglês.
Duração: 13 min.
Elenco: Sofía Sisniega
Stephanie de Latour
Jaime Puerta

O diretor


Jaime Puerta é uma figura autêntica. Ainda pouco conhecido, é ator, roteirista e cineasta. Faz da arte seu meio de comunicação com o mundo e imprime em suas obras reflexões e questionamentos bem pessoais.
Nasceu e cresceu em Granada - Espanha, e aos 15 anos escreveu seu primeiro roteiro de teatro. É formado em artes cênicas pelo Instituto de Teatro de Barcelona e em Audiovisual pela Universidade da Catalunha.
Devido ao seu talento e destaque nos estudos, ganhou uma bolsa em 2009 para estudar direção cinematográfica na Academia de Cinema de Nova York, onde permanece até hoje estudando e trabalhando com o cinema.
Atualmente trabalha com produção de filmes publicitários, no entanto, não deixa de se dedicar às produções próprias, ainda que de forma alternativa e não comercializada.
Letras Pequeñas surgiu no período de adaptação de Jaime em um país estrangeiro, 3 meses após chegar a Nova York. Com uma ótima formação e extensa experiência no teatro, se viu imerso em uma realidade que lhe trazia um novo olhar sobre a arte de contar histórias e expressar idéias: a linguagem do cinema. E é justamente sobre o cinema e seu papel enquanto cineasta que surgiram questões que deram origem à criação de Letras Pequeñas.

Jaime preparando as atrizes para a gravação. Sensibilização
com pétalas de rosas.
Sinopse

Anton has passed away. After his wake he wonders about his legacy. What was the purpose of his films? He will get the answer after Diane and Mary's meeting. Both were lovers while Diane was married. Her marriage, her social position and the homosexual relationship stopped Diane to break with everything and love Mary as Mary does. Both will find the last end to this old and unfinished relationship.

Anton se foi. Após sua morte, ele interroga-se a respeito de seu legado. Qual era o propósito de seus filmes? Essa resposta, ele vai obter após o reencontro entre Diane e Mary. Ambas mantinham um relacionamento amoroso enquanto que Diana era casada. Seu casamento, sua posição social e um relacionamento homossexual impediram que Diana se entregasse ao amor que sentia por Mary. Ambas irão se deparar com um último final para esta antiga e inacabada relação. [tradução livre].


Trailer




O curta


Além de escrever e dirigir Letras Pequeñas, Jaime Puerta também atua. Seu papel? Anton, um diretor. Sua condição: Morto. Refletindo a respeito de seu trabalho enquanto cineasta.
O reencontro entre Mary e Diana, na ocasião de seu velório, é o drama que ele usa para ilustrar sua reflexão. Uma história dramática, com poucos detalhes e nenhum suspense. Diana não se permitiu amar outra mulher, decidiu-se por manter o casamento e se afastar de Mary.
Mas o caso das duas apesar de se apresentar como história central no curta, e da maravilhosa atuação de Sofia Sisniega, não se resume por si só. A reflexão de Anton vai além de uma paixão fracassada do passado.
Como dito anteriormente, Jaime fez do curta uma expressão bem pessoal acerca de sua nova vida e de seus questionamentos. A começar pelo cenário: Um teatro. A interpretação, a narrativa e a fotografia também nos trazem essa sensação de estar num teatro. Puerta conseguiu colocar perfeitamente a sua grande bagagem no teatro em contraste com sua "nova língua", o cinema. E por fim, conseguiu traduzir em algumas frases a essência da sétima arte. E a sua e a nossa paixão por ela, que se resume em uma grande palavra com letras pequenas: Felicidade.


* O curta não está disponível no Brasil, e conta com áudio em espanhol e legendas em inglês. No entanto, Jaime o disponibilizou e me autorizou a divulgar. Caso você tenha interesse em ver o curta, só entrar em contato que passo uma senha para visualização que está na conta dele no Vimeo.

31 Julho, 2011

Eu tenho orgulho das merdas que faço...

Porque eu tenho preguiça de tentar fazer direito.

E BLÁ BLÁ BLÁ...

Bom, mudando de alhos pra bugalhos, vou mostrar uns bagulhos que fiz.
Eu queria muito, mas muito mesmo fazer umas fotos de light painting e umas coisas bonitas. Mas eu não tenho conhecimento técnico nem equipamento para tal.
Dei uma pesquisadinha na internet pra lembrar direito o que significava ISO (que eu já havia lido anteriormente) e em como fazer a minha máquina disparar mais devagar. (O que é impossível com a máquina que tenho).
Apaguei a luz do quarto e fiquei um tempão lá, me divertindo com as luzes, cores e efeitos. 
Foram momentos super mágicos, até minha irmã abrir a porta e estranhar meu comportamento, como de costume.
Como resultado, saíram algumas imagens ultra viajantes que coloco aqui embaixo:














Bonito, né?!

30 Julho, 2011

Blue Valentine (Namorados para sempre)


Ficha Técnica:
Título no Brasil: Namorados para sempre
Título Original: Blue Valentine
País de Origem: EUA
Gênero: Drama / Romance
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento: 2010
Estréia no Brasil: 25/02/2011
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes
Direção: Derek Cianfrance


Crítica

Contar uma história de amor com todos os aspectos do romantismo e da casualidade, sem trazer os elementos da felicidade instantânea presente nos romances aos quais estamos acostumados, foi a grande sacada de Derek Cianfrance. Peculiaridade essa que pode irritar os espectadores apaixonados.
Cindy e Dean se conhecem na adolescência, se apaixonam e moram juntos. Cindy se torna enfermeira e Dean trabalha para ganhar uns trocados e ajudar no sustento da esposa e da pequena Frankie. O comportamento de Dean diante de Frankie e de sua esposa sugere logo no início sua personalidade diante da vida. Sua mulher e a garota são seus pilares emocionais. Mas é na cena em que Cindy questiona a vida profissional de Dean que o rapaz mostra a que veio. Mas ela não estava questionando apenas a profissão de Dean, os questionamentos vão muito além disso, explorando a sensibilidade de quem assiste ao filme.
Blue Valentine (me recuso a citar o título em português) impressiona por vários motivos. Dentre eles o que mais me chamou a atenção é a simplicidade cenográfica sustentada pelos diálogos dos personagens, criando no espectador a sensação perfeita do que, de fato, ele vai encontrar na história. Graças à essa característica, é possível perceber logo nos primeiros minutos do filme de que não se trata de uma história de amor comum.
Caberia aqui uma reflexão a respeito da palavra "comum". O comum da vida real, ou o comum das histórias de amor?! Deixo a reflexão a seu gosto.
Outro fator interessante é a trilha sonora. Simples e objetiva. Inserida de maneira a fazer parte da trama e dialogar com as cenas de maneira surpreendente. A música de Penny and the Quarters - You and Me aparece pela primeira vez ilustrando a cena, enquanto que na segunda, por si só, conta a história dispensando maiores rodeios ao diálogo.
A narrativa não pede permissão ao espectador para se apresentar com indas e vindas entre presente e passado, o que aprofunda a sensação de melancolia nas cenas que se passam no presente, fazendo o espectador refletir que, assim como na vida real, tudo o que se passou geralmente é mais bonito de ser lembrado do que o esforço para ser vivido novamente. E o filme acerta nessa característica, diminuindo a distância entre a ficção apresentada e a vida real de quem assiste.
A cena em que Dean e Cindy dançam juntos e timidamente a música que foi tema do início do relacionamento dos dois, é um último suspiro, faz o espectador abrir os olhos e sorrir, esperançoso em meio àquela frieza agoniante que acompanha o filme desde o início. No entanto, quando Dean deixa de lado o comportamento contido e extravasa violentamente suas emoções, trás consigo um certo alívio na tensão que permeia toda a trama.
Blue Valentine não tem um final triste como muitos disseram. Mas também não tem um final feliz. Não é um romance água com açúcar, mas deixa o gosto amargo do aspartame.


--------------------------------------------------------------

Reflexão pessoal - Contém spoilers

Escrever a crítica de um filme que se tornou um dos meus preferidos, fez com que eu quisesse publicá-la. Não só pelo fato de publicar, enfim, um tipo de texto que costumo apresentar à apenas alguns dos meus conselheiros do ramo, mas por significar a continuidade de um pensamento que tenho há algum tempo, inclusive contido aqui no post Quando a vida imita a arte.
Aliás, continuidade não é bem a palavra.
Obviamente, é inevitável o sentimento de frustração ao ver um filme como Blue Valentine. Quando alguém se propõe a assistir um romance, ele espera um afago e não um soco no estômago. Esperamos uma inspiração para nortear nossas vidas amorosas, uma explicação de como o amor deve ser para, num momento de desespero talvez, compará-lo à nossa vida real.
No entanto, Blue Valentine não pretende, nem de longe, explicar o amor. Muito menos o fim dele. Aliás, deixa a dúvida: Houve fim? Essa conclusão é livre. Pra mim, não. Não houve fim.
Claro que há drama e dor, mas é uma história de amor em que todos saem machucados mas não há culpados. Não é daquele tipo de filme que você sai com raiva da garota, ou do garoto. Ao assistir o filme, eu tive a impressão de que nem mesmo o diretor poderia mudar os rumos da história.
A sensação, no meu caso, foi de um soco no estômago seguido de afago. Pronto, consegui resumir o meu sentimento em relação ao filme. Ufa!
Dean se torna mais real do que eu poderia imaginar quando explode. Quando vai ao trabalho da Cindy, quebra as coisas, e joga sua aliança longe recusando de uma vez por todas o distanciamento entre os dois, que já havia virado rotina. Na cena seguinte, pouquíssimos segundos depois, ele aparece procurando a aliança no meio do mato. Arrependido, porém se sufocando mais uma vez com o sentimento de revolta, tristeza e um amor que ele quer resgatar a todo custo.
Enquanto um quer salvar o relacionamento, o outro sabe que tentar salvar não adianta.
Há casos em que o amor está tão acima da convivência diária de um casal, que não pode e não deve ser contaminado com a frieza e indiferença em que se transformou a rotina. O amor deve permanecer sim longe do relacionamento, guardadinho lá no passado (assim como aparece bonito e vivo nas cenas da juventude do casal) pra ter tempo de decidir se ele ficará mais vivo no passado, ou se tem força e condições de se apresentar no futuro. Mas no presente, ele seria assassinado a sangue frio.
Aquela "desculpa" que alguns casais usam para justificar a distância "é melhor nos separarmos agora, para não nos odiarmos no futuro". Então, é isso que eu falo sobre não contaminar o amor. Uma vez contaminado, ele se transformará em ódio para sempre. Ou até que por conta própria, ele se purifique. Mas com o desgaste, as partes interessadas dificilmente se permitirão a isso mais pra frente.
E aí que me convenço de que o tal do amor têm sim vida própria. E me convenço mais ainda da nossa impotência quando tentamos manipulá-lo.
Quando Cindy o manda embora definitivamente, nosso primeiro impulso é praguejar contra ela e chamá-la de burra. Afinal, um cara tão apaixonado querendo mais uma chance não é de se jogar fora. Mas, pensando bem, ela poderia amá-lo mais que ele a ela. Ele lutava insistentemente pela felicidade dele de estar junto dela, pelo desespero dele de ser abandonado. Mas ela lutava para que nada daquilo que viveram se transformasse em ódio ou raiva. Lutava pela felicidade dele e dela. Lutava por um possível futuro, enquanto que ele ainda pensava no sofrimento do presente. Ora, os dois sofriam há tempos, e ninguém percebeu?
Se desgarrar do amor por um tempo, sabendo que ele ainda existe, é muito, mas muito mais difícil do que ter a certeza de que não se é mais amado.




26 Julho, 2011

Your sibling (or closest relative) (Seus irmãos ou parentes próximos) #30DLP

Bruna,

Maninha do meu core!!! Apesar de ter de dividir a mãe com você (mesmo eu tendo mais direitos porque sou mais velha) agradeço muito por você existir.
Afinal, juntas dividimos todos os problemas, além da louça do almoço e dos trocados pra pizza.
Somos tão, mas tão diferentes que aquelas suas suspeitas que você tinha na infância sobre ser adotada, as vezes cogito como verdade. Mas não, você não é adotada.
Impressionante como essas nossas diferenças se completam nos momentos mais cruciais, mais perigosos. Eu faço o corre de um lado, você do outro e no fim tudo dá certo.
Mas eu quero morrer quando fico horas te dando conselhos sobre milhares de coisas, você fica horas me ouvindo e concordando com tudo e no dia seguinte, puf! Você retoma à sua velha rotina. Dá um medo. Porque você é adulta e tem de saber o melhor a fazer, mas o pânico de você se dar mal me consome.
Se eu pudesse, eu tiraria algumas coisas do seu caminho, só pra ser mais fácil. Mas ainda bem que não posso e você deve passar por elas.
E confio em você, as vezes mais do que em mim. Você é meu orgulho e sabe disso. 
Tá lembrada do que eu falava sobre esquecer e se divertir? Continua valendo. Você vai conseguir tudo o que quer antes que possa imaginar, e sem cara amarrada.
Eu passo a você um pouquinho da força que tenho, e você me passa um pouquinho da sua determinação. Combinado?
E só mais uma coisa: vc vai ter de cuidar da mãe com força redobrada hein!!

Beijos maninha,
Te amo!

24 Julho, 2011

Your parents (Seus pais) #30DLP

Mamãe,

Pensar em escrever essa carta me lembrou daquele tempo em que quando eu fazia algo errado, eu pedia desculpas escrevendo extensas cartas a você e as colocava embaixo da porta do seu quarto enquanto dormia.
É engraçado porque me lembro exatamente da última carta que lhe mandei. E da última que recebi.
E como as coisas mudaram, né mã? E pra melhor.
Não me cabe ser muito sentimental nesse momento, mas é impossível não me emocionar ao perceber que esta carta é uma carta feliz. 
O maior barato, é ter seu colo agora, todas as noites, aos 27 anos...rs E o que eu mais gosto de lembrar, são de  duas situações especiais, muito especiais que você me proporcionou há poucos dias e tenho orgulho de levá-las comigo pra onde quer que eu vá.
A primeira é quando lhe dei a notícia da minha mais nova aspiração. Sua carinha feliz e orgulhosa, porém apreensiva, me dizendo: "Vou colocar você de volta na minha barriga", cruzando os braços e fazendo charme, com bico de criança mimada. 
A outra é quando chegou da rua esses dias carregando uma sacola cheia de algodão, esparadrapos, band-aids e muitos remédios pra fazer minha mala. Um exagero de cuidado de mãe.
É muita coisa misturada aqui pra pouco espaço.
Me basta saber que você acredita e torce por mim. Porque tenho sua presença o tempo todo!
E daqui pra frente, tudo será como a gente sempre quis.
Te amo.

Your Crush (Sua paixão) #30DLP

Carta à minha paixão.

Fiquei sem jeito agora, confesso. Eu queria lhe escrever uma carta a altura das coisas que você me escreve, mas isso é impossível. Seria possível, talvez, se a vida me tivesse feito com os teus segredos... Mas não recebi esse dom. E digo - felizmente. Porque posso me dar ao luxo de apenas saborear dos seus mais variados talentos, sem precisar me pôr a dar retoques. A mim, você chega pronta. 
Suas variações de humor não são problemas. Pelo contrário, significam variedade. 
Posso tê-la comigo a qualquer momento, independente do que esteja acontecendo lá fora. E você, genialmente, acompanha cada pedaço de cada sentimento meu. 
Você é o que eu mais gosto de ter quando acordo. É o que eu mais preciso quando choro. É o que mais me inspira quando tenho saudades. É o que uso pra entender o novo. E o caminho pra explicar o velho.
As vezes machuca, as vezes conforta e as vezes simplesmente distrai. 
Se isso não é paixão, eu sinceramente não sei o que é. Tanta admiração assim, e tanta, porque não, dependência... bem, não se explica de outra forma.
E o melhor que há em você é a sua liberdade dentro daqueles que te criam.

Um abraço a todos os compositores, letristas e poetas do mundo!

*30 days letter project

  ©Template Blogger Elegance by Dicas Blogger.

TOPO